12/02/12

Sacramento da Comunhão

Olá.
A partitura a seguir é de uma música muito conhecida por todos, mas que é difícil encontrar partituras na internet: "Sacramento da Comunhão" de Nelsinho Corrêa.


O PDF da partitura se encontra no link a seguir.


Tom: Ré maior
Tamanho: 87 kb
http://files.jdproducoes.webnode.com/200001517-430af44047/Sacramento%20da%20Comunh%C3%A3o.pdf 

**** A partitura dessa música foi refeita, e agora está muito mais bonita e melhor de entender. Você pode baixá-la nessa postagem aqui ****


E o vídeo da música, com a participação de vários artistas.


*Atualização (26/01/2013):

Fiz contato com o Pe. Celmo Suchek, da paróquia Senhor Bom Jesus aqui de minha diocese, sobre esse assunto. Ele esclareceu algumas coisas quanto ao que eu postei acima.

Em momento algum a diocese de São José dos Pinhais definiu a música "Sacramento da Comunhão" como anti-litúrgica. O que ocorreu foi uma orientação do próprio Pe. Celmo para que ela não fosse utilizada nas celebrações de sua paróquia. 
Provavelmente tenha ocorrido foi um mal entendido por parte da coordenação de liturgia de minha paróquia (São Pedro) entendendo que a música não poderia mais ser utilizada de forma alguma. 
Portanto, quem diz se pode ou não ser cantada essa música é o pároco de sua comunidade. 
Quanto à frase "O Filho da Rainha", o motivo de tanta discussão é por conta da forma como foi colocada a frase dentro da música. A palavra "rainha" acaba tendo um maior destaque junto da palavra "filho" quando observada isoladamente, porém se tratando de Jesus e Maria, o substantivo para se referir a Jesus deveria ser o "maior", "mais importante". 

Resumindo a história: toque à vontade a música "Sacramento da Comunhão" nas missas, desde que seu Pároco permita.

*Atualização (04/03/2013)
A minha partitura havia sido postada no Cifra Club por alguém... Mas agora felizmente ela foi retirada.
Nada contra o Cifra Club, eu sou um grande fã do site. Mas postar uma partitura minha lá fez cair muito as visitas no blog, e a partitura foi postada sem minha autorização e numa qualidade ruim. 
Mas agora está tudo bem. Eu em breve vou refazer essa partitura, em uma qualidade melhor.


5 comentários:

  1. Por gentileza, me explique pq sua diocese a classificou como anti liturgica. Pois todos dizem que é mas não explicam aonde está o erro... Aguardo resposta.

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    Respostas
    1. Olá.
      Eu não me recordo exatamente o motivo, mas tem a ver com a parte que fala "Jesus, o filho da Rainha".
      Vou me informar certinho com o pessoal da diocese e atualizarei a postagem com a resposta.

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    2. Jesus o Filho da Rainha

      Comentário a um Canto Eucarístico

      Pediram-me que analisasse a expressão “Jesus, o Filho da Rainha”, presente em um canto eucarístico, em razão de algumas objeções que teriam sido levantadas. A tarefa apareceu-me desnecessária: o canto é bom e o povo já o canta pacíficamente. Mas, como fui questionado, atendo a solicitação feita, mesmo sentindo-me quem arromba porta já aberta. Faço-o em três considerações:

      1. Da linguagem poética próprias dos cantos, não se pode pretender uma precisão de termos que se requer de um tratado de teologia. A poesia usa uma linguagem simbólica, figurada e não há mal algum nisso. Se tomarmos literalmente as expressões do hino Akathistos à Mãe de Deus (é o hino mariano mais famoso do Oriente cristão) de tradição bizantina. Ou a ladainha (Lauretana) de Nossa Senhora, vamos achar que as expressões são “heréticas”. Mas todos sabem que se trata de linguagem metafórica. Por exemplo: o título “Porta do céu”, propriamente falando, só compete a Cristo (cf. Jo 10,7-9), mas em sentido secundário e derivado, se aplica perfeitamente a Santíssima Virgem Maria. Todavia, no momento da oração ninguém vai dizer:“Porta do céu, em sentido secundário derivado, rogai por nós”Cabe a teologia ou a catequese fazer isto, não a prece.

      2. O título de Rainha aplicado a Santíssima Virgem é tradicional e consagrado, haja visto o rito de coroação das imagens da Virgem Maria (litúrgico) ou a festa litúrgica celebrada a 22 de agosto. O título de Rainha, a Virgem o tem, em primeiro lugar, por ser a Mãe de Jesus,Rei dos reis e Senhor dos senhores”(Ap19,16).O prefácio da Missa de Nossa Senhora Rainha vê ainda uma semelhança no rebaixar se do Filho (Fl 2,6-8), pelo que “Deus o exaltou acima de tudo”(Fil 2,9-11) e o declarar-se humilde serva (Luc 1,38) pelo que Deus exaltou à Virgem SSma.(Luc1,48).Sendo pacífico o título de Rainha dado à Rainha dado à Maria SSma, não há problema algum em invocar seu Filho como ”Filho da Rainha”, ou “Filho da Virgem, Filho da Imaculada”etc.

      3.Sendo forte o laço que une a SSma Eucaristia e a Mãe de Deus,é comum a referência mariana nos cantos eucarísticos. Já o famoso “Ave Verum” saúda o SSmo. Sacramento com as palavras: “Salve Corpo verdadeiro nascido da Virgem Maria”. No canto do diácono Nelsinho Correa “Sacramento da Comunhão”, a referência mariana é discreta, quase de passagem, harmonizando-se, porém, com os versos seguintes que acentuam o mistério das duas naturezas de Jesus: Deus, porque nasceu do Pai antes de todos os séculos e homem, porque nasceu da Virgem na plenitude dos tempos(Gl 4,4).

      Possa o canto “Sacramento da Comunhão” nascido da devoção à SSma Eucaristia e a Nossa Senhora, ser cantado pelo nosso povo com o mesmo espírito que foi composto.

      Pe Carlos Antônio da Silva

      Presidente do Tribunal Eclesiástico de Aparecida/Canonista

      Graduado em filosofia, teologia, especialização em Código do Direito Canônico , doutor em Direito Canônico pela Universidade de Salamanca, Espanha, diversos cursos de especialização na Alemanha e Europa. Assessor de diversos bispos diocesanos, Professor de Teologia, Juiz presidente do Tribunal Eclesiástico, Reitor da Basílica do Bom Jesus Tremembé – SP

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    3. Flá, Eu atualizei a postagem com a resposta à sua pergunta!

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  2. Entendo que este canto não esteja de acordo com as orientações litúrgicas pois além da frase discutível: "Filho da Rainha" (da qual, por exemplo, poderia questionar quem é mais importante a Rainha Elizabete ou o príncipe Charles?), tem também a outra frase: "Quando faltei à missa eu fugia de mim e de ti. Mas agora eu voltei! Por favor, aceita-me!", demonstra uma situação particular de quem escreveu a letra e não de uma experiencia comunitária, não dá pra pedir para o povo cantar uma letra dessas.... tem gente que nunca faltou à missa, muito menos teria faltado por estar fugindo de Deus!!!
    O Documento 79 da CNBB "A MÚSICA LITÚRGICA NO BRASIL", Nº44, classifica como: Problemas que nos desafiam: "Seja pelo exagerado individualismo, intimista e sentimentalista, muito “eu” e muito “meu”, desvirtuando a dimensão comunitária da fé, numa busca de emoções que reduz a relação com Deus a mero jogo de sentimentos, sem a profundidade e a amplitude do compromisso cristão, sem a seriedade da fé como entrega confiante à vontade do Pai,em comunhão com os irmãos e irmãs, para a realização do seu Reino aqui e agora. Quão distantes estamos de textos como os três Cânticos Evangélicos registrados nos dois primeiros capítulos do Evangelho de Lucas, que bem poderiam servir de referência para todos os autores e ministros musicais: cantos nos quais o que sobressai é a dimensão coletiva da fé, que celebra a ação libertadora de Deus em favor de todo o povo".
    O referido documento afirma no nº 315, sobre a letra do canto de comunhão, : "O texto não se reduza a expressão excessivamente subjetiva, individualista, intimista e sentimentalista da comunhão. Que ele projete a assembléia como um todo, e cada uma das pessoas que participam, para a constituição do Corpo Místico de Cristo. Em certas oportunidades, favoreça mais ao recolhimento, a fim de evitar um comungar puramente rotineiro e inconsciente."
    Por essas razões entendo que existem outros momentos, fora da missa, para se utilizar esse canto e melhores opções para o momento da comunhão. Paz e Bem. Fausto (faustovalentino@bol.com.br)

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