12/02/12

Sacramento da Comunhão

Olá.
A partitura a seguir é de uma música muito conhecida por todos, mas que é difícil encontrar partituras na internet: "Sacramento da Comunhão" de Nelsinho Corrêa.


O PDF da partitura se encontra no link a seguir.


Tom: Ré maior
https://www.dropbox.com/s/y7hen85o34mifxy/Sacramento%20da%20Comunh%C3%A3o.pdf?dl=0


**** A partitura dessa música foi refeita, e agora está muito mais bonita e melhor de entender. Você pode baixá-la nessa postagem aqui ****






5 comentários:

  1. Por gentileza, me explique pq sua diocese a classificou como anti liturgica. Pois todos dizem que é mas não explicam aonde está o erro... Aguardo resposta.

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    1. Olá.
      Eu não me recordo exatamente o motivo, mas tem a ver com a parte que fala "Jesus, o filho da Rainha".
      Vou me informar certinho com o pessoal da diocese e atualizarei a postagem com a resposta.

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    2. Jesus o Filho da Rainha

      Comentário a um Canto Eucarístico

      Pediram-me que analisasse a expressão “Jesus, o Filho da Rainha”, presente em um canto eucarístico, em razão de algumas objeções que teriam sido levantadas. A tarefa apareceu-me desnecessária: o canto é bom e o povo já o canta pacíficamente. Mas, como fui questionado, atendo a solicitação feita, mesmo sentindo-me quem arromba porta já aberta. Faço-o em três considerações:

      1. Da linguagem poética próprias dos cantos, não se pode pretender uma precisão de termos que se requer de um tratado de teologia. A poesia usa uma linguagem simbólica, figurada e não há mal algum nisso. Se tomarmos literalmente as expressões do hino Akathistos à Mãe de Deus (é o hino mariano mais famoso do Oriente cristão) de tradição bizantina. Ou a ladainha (Lauretana) de Nossa Senhora, vamos achar que as expressões são “heréticas”. Mas todos sabem que se trata de linguagem metafórica. Por exemplo: o título “Porta do céu”, propriamente falando, só compete a Cristo (cf. Jo 10,7-9), mas em sentido secundário e derivado, se aplica perfeitamente a Santíssima Virgem Maria. Todavia, no momento da oração ninguém vai dizer:“Porta do céu, em sentido secundário derivado, rogai por nós”Cabe a teologia ou a catequese fazer isto, não a prece.

      2. O título de Rainha aplicado a Santíssima Virgem é tradicional e consagrado, haja visto o rito de coroação das imagens da Virgem Maria (litúrgico) ou a festa litúrgica celebrada a 22 de agosto. O título de Rainha, a Virgem o tem, em primeiro lugar, por ser a Mãe de Jesus,Rei dos reis e Senhor dos senhores”(Ap19,16).O prefácio da Missa de Nossa Senhora Rainha vê ainda uma semelhança no rebaixar se do Filho (Fl 2,6-8), pelo que “Deus o exaltou acima de tudo”(Fil 2,9-11) e o declarar-se humilde serva (Luc 1,38) pelo que Deus exaltou à Virgem SSma.(Luc1,48).Sendo pacífico o título de Rainha dado à Rainha dado à Maria SSma, não há problema algum em invocar seu Filho como ”Filho da Rainha”, ou “Filho da Virgem, Filho da Imaculada”etc.

      3.Sendo forte o laço que une a SSma Eucaristia e a Mãe de Deus,é comum a referência mariana nos cantos eucarísticos. Já o famoso “Ave Verum” saúda o SSmo. Sacramento com as palavras: “Salve Corpo verdadeiro nascido da Virgem Maria”. No canto do diácono Nelsinho Correa “Sacramento da Comunhão”, a referência mariana é discreta, quase de passagem, harmonizando-se, porém, com os versos seguintes que acentuam o mistério das duas naturezas de Jesus: Deus, porque nasceu do Pai antes de todos os séculos e homem, porque nasceu da Virgem na plenitude dos tempos(Gl 4,4).

      Possa o canto “Sacramento da Comunhão” nascido da devoção à SSma Eucaristia e a Nossa Senhora, ser cantado pelo nosso povo com o mesmo espírito que foi composto.

      Pe Carlos Antônio da Silva

      Presidente do Tribunal Eclesiástico de Aparecida/Canonista

      Graduado em filosofia, teologia, especialização em Código do Direito Canônico , doutor em Direito Canônico pela Universidade de Salamanca, Espanha, diversos cursos de especialização na Alemanha e Europa. Assessor de diversos bispos diocesanos, Professor de Teologia, Juiz presidente do Tribunal Eclesiástico, Reitor da Basílica do Bom Jesus Tremembé – SP

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    3. Flá, Eu atualizei a postagem com a resposta à sua pergunta!

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  2. Entendo que este canto não esteja de acordo com as orientações litúrgicas pois além da frase discutível: "Filho da Rainha" (da qual, por exemplo, poderia questionar quem é mais importante a Rainha Elizabete ou o príncipe Charles?), tem também a outra frase: "Quando faltei à missa eu fugia de mim e de ti. Mas agora eu voltei! Por favor, aceita-me!", demonstra uma situação particular de quem escreveu a letra e não de uma experiencia comunitária, não dá pra pedir para o povo cantar uma letra dessas.... tem gente que nunca faltou à missa, muito menos teria faltado por estar fugindo de Deus!!!
    O Documento 79 da CNBB "A MÚSICA LITÚRGICA NO BRASIL", Nº44, classifica como: Problemas que nos desafiam: "Seja pelo exagerado individualismo, intimista e sentimentalista, muito “eu” e muito “meu”, desvirtuando a dimensão comunitária da fé, numa busca de emoções que reduz a relação com Deus a mero jogo de sentimentos, sem a profundidade e a amplitude do compromisso cristão, sem a seriedade da fé como entrega confiante à vontade do Pai,em comunhão com os irmãos e irmãs, para a realização do seu Reino aqui e agora. Quão distantes estamos de textos como os três Cânticos Evangélicos registrados nos dois primeiros capítulos do Evangelho de Lucas, que bem poderiam servir de referência para todos os autores e ministros musicais: cantos nos quais o que sobressai é a dimensão coletiva da fé, que celebra a ação libertadora de Deus em favor de todo o povo".
    O referido documento afirma no nº 315, sobre a letra do canto de comunhão, : "O texto não se reduza a expressão excessivamente subjetiva, individualista, intimista e sentimentalista da comunhão. Que ele projete a assembléia como um todo, e cada uma das pessoas que participam, para a constituição do Corpo Místico de Cristo. Em certas oportunidades, favoreça mais ao recolhimento, a fim de evitar um comungar puramente rotineiro e inconsciente."
    Por essas razões entendo que existem outros momentos, fora da missa, para se utilizar esse canto e melhores opções para o momento da comunhão. Paz e Bem. Fausto (faustovalentino@bol.com.br)

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